apego-me a tudo:
presente, passado ...
Futuro? Este é mudo.
Invento prodígios,
a ver se me iludo.
A mágica falha.
Do fundo da noite,
de mãos estendidas,
virá quem me valha?
Nesta hora insolúvel,
perdi meu caminho:
Nem rota, nem porto.
Quem é que me conta
se estou vivo ou morto?
Navego sozinho.
Emílio Moura

Nenhum comentário:
Postar um comentário