O que pode ocorrer no vale a estas horas?
H. de Latouche, El Rey de los Alisos
É aqui! E logo na espessura dos matagais que apenas iluminava o olho fosforescente de um gato montes acocorado sob a ramaria.
Entre as rochas que encharcavam na noite de seus precipícios sua cabeleira de espinheiro, reluzente de orvalho e de vaga-lumes;
Junto à torrente que tomba espumosa entre as copas dos pinheiros e que flutua como um vapor cinzento no fundo dos castelos;
Reúne-se uma multidão incalculável que o velho lenhador, retido nas picadas com sua carga de lenha sobre os ombros, ouve porém não vê.
E de azinheira em azinheira, de colina em colina, se dispersam mil gritos confusos, lúgubres, espantosos:
Hum! Hum! Shh! Shh! Curu! Curu! Aí está a forca!
E por ali se vê aparecer, na sombra, um judeu que procura algo entre a erva molhada, sob o relâmpago dourado de uma auréola.
Aloysius Bertrand, em Gaspar de la Nuit ("Livro dos Sonhos/', de Jorge Luís Borges)
Entre as rochas que encharcavam na noite de seus precipícios sua cabeleira de espinheiro, reluzente de orvalho e de vaga-lumes;
Junto à torrente que tomba espumosa entre as copas dos pinheiros e que flutua como um vapor cinzento no fundo dos castelos;
Reúne-se uma multidão incalculável que o velho lenhador, retido nas picadas com sua carga de lenha sobre os ombros, ouve porém não vê.
E de azinheira em azinheira, de colina em colina, se dispersam mil gritos confusos, lúgubres, espantosos:
Hum! Hum! Shh! Shh! Curu! Curu! Aí está a forca!
E por ali se vê aparecer, na sombra, um judeu que procura algo entre a erva molhada, sob o relâmpago dourado de uma auréola.
Aloysius Bertrand, em Gaspar de la Nuit ("Livro dos Sonhos/', de Jorge Luís Borges)

Nenhum comentário:
Postar um comentário