terça-feira, janeiro 20

O amparo



Restava-me o amparo dos livros. Abrigava-me neles da tempestade de todas as dúvidas, e para ali ficava, esquecido das horas, esquecido de mim, observando a paz noturna dos cães dormindo à minha volta com a serenidade de quem nunca estará de mal com o mundo.

José Jorge Letria, "A Mão Esquerda de Cervantes"

Nenhum comentário:

Postar um comentário