Este momento vai além de uma simples alteração de nome. Representa uma nova visão: a Livraria Lello deixa de se afirmar apenas como um edifício icónico e assume a cidade do Porto como um espaço cultural alargado, colocando o livro e a literatura no centro de uma estratégia urbana, criativa e cultural de maior escala.
As celebrações dos 120 anos ficaram também marcadas por um anúncio de grande relevância institucional: nesse mesmo dia, o Governo iniciou formalmente o processo para classificar a Livraria Lello como Monumento Nacional, reconhecendo o seu valor patrimonial e simbólico. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, que destacou o impacto cultural, económico e internacional da livraria, não apenas para o Porto, mas para o País.
Reconhecida internacionalmente como uma das livrarias mais belas do mundo, a Livraria Lello é hoje muito mais do que um espaço de venda de livros. Funciona como um centro ativo de programação cultural, promovendo eventos, exposições e iniciativas ligadas à literatura, e afirmando-se como uma plataforma de divulgação da literatura portuguesa a públicos nacionais e estrangeiros. Diariamente, atrai milhares de visitantes, contribuindo de forma significativa para a dinâmica cultural e turística da cidade.
O Governo sublinhou que o processo de classificação como Monumento Nacional reflete uma visão que encara a valorização do património cultural como uma responsabilidade pública, reforçando o papel da Cultura enquanto pilar da identidade nacional e como investimento estratégico no futuro.
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