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O mais intolerável fantasma que abriguei foi um que garantia ter sido tenor em Milão.
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Um fantasma que me fez rir muito foi um que uma noite, tendo bebido toda minha cerveja, acabou dormindo na casinha de cachorro, em comovente fraternidade.
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O fantasma francês de bigode apresentou-se como madame Bovary.
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Seria um fantasma silencioso, se não tropeçasse em cada degrau.
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E houve aquele fantasma, Xavier ou Javert, nome assim, que certas noites resolvia me acordar e submeter a interrogatório.
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Era um fantasma incomum. Na farra, em vez de uísque ou de rum, o maganão bebericava conhaque de alcatrão de São João da Barra.
Raul Drewnick

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