É triste perceber que a vida de um livro não é necessariamente mais longa por ele ser bom. Assim como uma pessoa não vive mais por ser boa.
A natureza e o mercado não ligam muito para meritocracia. Ou talvez até liguem, mas é uma meritocracia que privilegia a herança genética. E nos dois casos.
Enfim, espero que estes dois livros tenham últimos dias agradáveis e que caiam nas mãos de bons leitores. O certo é que, em breve, eles não estarão mais vivos nos catálogos. Serão acessíveis apenas nos sebos, uma espécie de centros espíritas para livros desencarnados. Ou, no caso, desencatalogados.

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