sexta-feira, março 13

Aos missionários da leitura

Galeno Amorim, consultor de políticas públicas do livro e leitura da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em seu blogue, publicou uma homenagem muito especial aos bibliotecários, que ontem comemoraram seu dia. Imagens e sons completam o texto "Aos missionários da leitura".
(Fonte: Blog do Galeno)

quinta-feira, março 12

Raridade de evento

A Universidade Salgado de Oliveira, de Niterói, homenageou o conhecido livreiro Carlos Mônaco, da livraria Ideal (na foto, à esquerda), com a criação da Sala de Estudos Carlos Mônaco, destinada às pesquisas dos alunos do curso de mestrado em História.
Mais uma vez Niterói dá exemplo de civilidade para com os livreiros, reconhecendo a importância sócio-cultural das livrarias que, como disse William Estrada, “devem ter cada dia mais voz e voto cultural nas cidades”.

Leitura de Quiroga no Dia Mundial do Livro

“Contos de amor, loucura e morte”, do uruguaio Horacio Quiroga, foi a obra escolhida para a maratona de leitura em voz alta de 12 horas, durante evento que marcará em Guadalajara o Dia Mundial do Livro (23 de abril). O livro foi o escolhido pelos leitores do estado mexicano de Jalisco em votação na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, encerrada no último dia 9. O título do uruguaio venceu com 3.520 votos, contra 3.279, dados ao “Escaravelho de ouro e outros contos”, de Edgar Allan Poe, e 736 para “O cordel e outros contos”, de Guy de Maupassant.
No dia de leitura, promovido desde 2001, os participantes ganham um livro e uma rosa como determina a tradição catalã de São Jorge. No ano passado, participaram da maratona 6.572 pessoas.
(Mensagem enviada por Myriam Vidriales, coordenadora geral de imprensa da FIL. Mais informações em www.fil.com.mx)

Súplica do livro

Não me manuseie com mãos sujas;
Não escreva em minhas páginas;
Não rasgue nem arranque minhas folhas;
Não apóie o cotovelo sobre minhas páginas durante a leitura;
Não me deixe sobre cadeiras ou lugares que não sejam meus;
Não me deixe com a lombada para cima;
Não coloque entre minhas folhas objeto algum mais espesso que uma folha de papel;
Não dobre os cantos de minhas folhas para marcar o ponto em que parou a leitura;
Use para isso uma tira de papel ou marcador apropriado;
Terminada a leitura, devolva-me ao lugar certo ou a quem deva guardar-me;
E ajude-me a conservar-me limpo e perfeito e eu o ajudarei a ser feliz.
(Texto foi divulgado por um antigo sebo do Rio de Janeiro, nos anos 70, em folheto que indicava as livrarias de então no Centro. Hoje também é distribuído em folheto próprio da Canto do Livro)
Ilustração: aquarela de Herman Hesse

quarta-feira, março 11

Apenas uma frase?

'O que seria da sua vida se você não tivesse o direito de ler?'
(Frase de Ray Bradbury, inscrita no marcador de páginas da Canto do Livro)

Cabo Frio premia leitores da biblioteca

A Biblioteca Municipal Walter Nogueira, em Cabo Frio, encerra nesta quinta-feira a Semana da Biblioteca, marcado por diversos eventos, inclusive com o lançamento do boletim informativo mensal da biblioteca e do projeto Quem Lê, Viaja. O governo cabofriense, através da biblioteca, vai premiar com pontos, que se transformam em bônus de viagens para a Bienal do Livro, a se realizar em setembro no Rio, os frequentadores mais assíduos e que fizerem resenhas dos livros.

terça-feira, março 10

Maricá põe a poesia no 'bebedódromo'

Maricá promove mais uma fanfarronada cultural. Os excelentíssimos "donos" da cultura no município farão durante uma semana a 1ª Mostra Brasileira de Poesia. Um evento com a marca da megalomania, que reúne gente de Niterói, Rio e adjacências, mas quer ser comparado a um projeto de âmbito nacional.
E como decidiram inteligentemente também que poesia precisa de acompanhamento etílico, vão armar a barraca na praça, ao lado do "bebedódromo", entre as 18 e 22 horas, horário para happy hour (Logicamente depois de fazer uma pré-apresentação em restaurante).Teremos o etilismo poético para gáudio dos egos em masturbação mental, reunindo principalmente apenas a mesma panelinha de sempre e os poetas que se aventurarem.
Cultura daqui embriaga os poetas e assassina a poesia na praça.

De um diário imperdível


Faro, 25 de Agosto de 1963.
Com café e livro, pouco mais peço da vida. A não ser, porventura, que me deixem esquecido uma cidade de pataco, à modorra do meio-dia
(João Palma-Ferreira, em "Diário 1962-1972")
Ilustração: Fernando Pessoa, por Almada Negreiros

segunda-feira, março 9

Enxerto em best-seller

O livro "1808", best-seller que Laurentino Gomes escreveu sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil e que há 76 semanas frequenta as listas de livros mais vendidos do país, provocou o rompimento do escritor com a editora Planeta, segundo Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. Gomes há mais de um mês briga com a empresa para que recolha das livrarias 10 mil exemplares que saíram da gráfica com um defeito grave: capítulos de um livro sobre Indira Gandhi, que foram enxertados no meio de sua obra. "Exigi que a empresa fizesse um recall, com anúncios em jornais e revistas chamando os que compraram o livro para uma troca. Era o mínimo. Estamos vendendo livros errados para as pessoas", diz Laurentino.
A Planeta afirma que o erro foi da gráfica que imprimiu o livro e que os exemplares estão sendo recolhidos. E nega que esteja vendendo livros com defeito pela internet.

ANL: ação antidumping contra sites

A Associação Nacional de Livrarias estuda entrar com ação antidumping no CADE contra empresas que vendem livros abaixo do preço de custos oferecidos às livrarias. Mesmo sem uma lei que regule o comércio varejista de livros no Brasil, como a Lei do Preço Único, que já existe em países como México, Argentina, França, entre outros, a ANL, em consulta ao seu departamento jurídico, estuda entrar no CADE com ação/representação antidumping contra sites que comercializam livros, entre outros produtos, e editoras que fornecem a eles livros com custo muito abaixo do praticado no atacado livreiro. A Associação, que representa cerca de 65% do setor, através de livrarias de pequeno e médio porte, irá pedir, no mínimo, uma explicação de como estas empresas conseguem praticar estes custos. O texto é assinado pelo presidente da ANL, Vitor Tavares, e pode ser lido integralmente no portal da ANL. Aqui

Projetos que fazem certo

O programa Via Brasil, na última semana, apresentou a reportagem de Cláudia Lins, Projetos de leitura transformam a realidade de crianças em Maceió, sobre os projetos de leitura que dão certo em Maceió, todos com espaço e biblioteca formada. Em uma associação de moradores, numa região carente com o Espaço Arteiro, do projeto Erê Lê, que atende diariamente em média 30 crianças, ou na biblioteca Minervina dos Santos, construída no quintal da casa de Eduardo e René, se vê o que é um projeto social em favor do livro e da leitura.
(Foto: Biblioteca Minervina dos Santos)

domingo, março 8

O encanto das miniaturas


Pequenos que fazem sucesso são os livros em miniatura sobre os quais Susana López del Toro abriu um espaço muito especial para falar deles.

sábado, março 7

Maior livraria do mundo compra editora eletrônica

O jornal The New York Times anunciou que a maior cadeira de livrarias, a Barnes & Noble, comprou a editora eletrônica Fictionwise por 15,7 milhões de dólares. A compra é um reflexo, segundo analistas, dos últimos dados que indicam que entre dezembro e janeiro os formatos eletrônicos subiram 3% nas vendas, contra apenas um crescimento de 1% na venda das edições tradicionais. Segundo o jornal norte-americano, a Barnes agora vai competir diretamente com a Amazon, que lançou o seu próprio produto eletrônico, o Kindle.

O que não se pode fazer com o livro digital


Como os apaixonados por livros sabem de cor, há muito o que se fazer com o objeto-livro. Entre elas, encapar o volume com papel pardo; esconder velhas fotos, dinheiro ou documentos entre suas páginas; pagar um encadernador para recuperar o volume ou deixá-lo com uma capa dura muito especial; colocar flores entre suas páginas. Há muitas maneiras de tratar bem, e até maltratar, um livro em papel e Xavier Velasco dá um receituário interessante de 34 coisas impossíveis de se fazer com o livro digital. Leia

sexta-feira, março 6

Um obelisco à leitura

Quando o país se ver inflacionado por tanto projeto clientelista de apoio à divulgação da leitura e do livro, dá gosto ver que quando população e governo se unem o problema é resolvido com soluções “antigas” como instalação de biblioteca, promoção de feira de livros, com distribuição de vale-livro de R$ 15 aos estudantes municipais, e até leitura entre os funcionários por meia hora diariamente.
A relação com os livros em Morro Reuter, município gaúcho de apenas 5.599 habitantes, segundo dados de 2007, e a 60 Km de Porto Alegre, se tornou tão grande que até o marco e o selo da cidade são livros. O Obelisco dos Livros, criado em 2005 pelo artista plástico Gustavo Nakle, com 11 metros de altura representando uma pilha de 72 volumes, foi erguido em frente à Prefeitura.
A cidade ocupa o segundo lugar nacional no Ranking Brasileiro de Alfabetização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com 98,4% de alfabetizados.

quinta-feira, março 5

Praça de Leitura em Niterói


A Praça Luiz de Camões, no Centro de Niterói, ganhará uma Praça de Leitura, no dia 10 de março. O local será reativado com a instalação de uma livraria da Editora da Universidade Federal Fluminense, atrás do prédio do Instituto de Matemática da UFF, e a praça para os leitores, onde se poderá ler os livros sem precisar comprá-los e se encontrará um roteador com internet de acesso livre.
A livraria disponibilizará, além do catálogo da Eduff, obras de autores de Niterói e de editoras locais que muitas vezes não encontram espaço em grandes livrarias.

quarta-feira, março 4

Línguas em extinção

‘Não se habita um país, se habita uma língua. Essa é a pátria e não outra coisa’
Emil Cioran, escritor e filósofo romeno (1911- 1995)
O Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de línguas ameaçadas de extinção. A Índia lidera o ranking, com 196 línguas ameaçadas, seguida pelos Estados Unidos, Brasil, Indonésia, México e China. Os dados constam na nova edição do Atlas Interativo de Línguas em Perigo no Mundo, apresentado este mês na sede da Unesco, em Paris, e acessível no site da Unesco. São 2,5 mil línguas ameaçadas no mundo, que podem desaparecer até o final deste século.
Segundo o levantamento, feito por 25 linguistas, 190 línguas indígenas correm risco de desaparecer no Brasil, sendo que 45 delas foram classificadas na categoria de risco mais elevado. Dois exemplos são o kaixána, falado por apenas uma pessoa em Japurá, no Amazonas, e o mawayana, preservado por somente 10 indígenas, na fronteira com a Guiana. O Atlas também contabiliza 12 línguas mortas no Brasil, quase todas situadas na região da Amazônia. Das cerca de 6,7 mil línguas faladas no mundo, 200 já desapareceram completamente nas últimas três gerações, 538 estão na categoria de risco crítico e 199 são faladas por menos de 10 pessoas, segundo a Unesco.

terça-feira, março 3

Drogaria arrecada livros para bibliotecas




A centenária rede nacional de drogarias Droga Raia arrecadou, apenas no Rio de Janeiro, 8.827 livros durante a campanha iniciada em novembro, "Doe um livro e coloque uma história na vida de alguém". Os livros vão beneficiar os acervos de 24 bibliotecas municipais e bibliotecas escolares da região onde estão instaladas lojas da rede.

segunda-feira, março 2

Clientelismo pode acabar

Os projetos que circulam na Câmara Federal para que as escolas criem suas bibliotecas significam o fim daqueles que armam barraca no clientelismo e tomam assento nos programas governamentais. O Estado deve tomar para si o encargo de aplicar recursos em escolas e bibliotecas, em professores e bibliotecários, ao invés de, em troca de premiação, outorgar a função a terceiros, mais de olho em lucros empregatícios em governos ou em verbas que nunca são revertidas para o bem social. É um avanço para exterminar os aproveitadores sempre atentos em descobrir uma brecha para se locupletar.
O dinheiro público melhor poderá ser investido em prédios bem aparelhados, servindo diretamente como pontos de leitura, complementando campanha junto aos pais para estimularem a leitura. É o que se vê no exterior, onde os governos tomam a responsabilidade de bem administrar os órgãos do setor cultural, deixando à iniciativa privada quaisquer outras programações na área.
(Editorial de + Leitura)

domingo, março 1

'+ Leitura' de março já circula na cidade


A edição de março do folhetim + Leitura já está circulando em Maricá, e se encontra disponível na livraria Canto do Livro (Rua Domício da Gama, 287,lj 2). O + Leitura traz como manchete a reportagem sobre os dois projetos que circulam na Câmara, determinando um prazo de cinco anos para todas as escolas públicas e privadas do país instalarem bibliotecas. O editorial de + Leitura analisa o efeito desses projetos dos deputados que podem por fim aos aproveitadores dos programas de leitura do governo, que se locupletam com prêmios sem efetivamente fazer nada do que propõem.
A publicação também dá destaque ao problema da Biblioteca Pública Municipal Leonor Leite Bastos de Souza, em Maricá, que teve sua área ocupada pelo anfiteatro e desde então ocupa o espaço sob as arquibancadas. O prédio, construído há quatro anos, sofre com infiltração, obrigando as funcionárias a cobrirem as estantes com plástico durante a noite para evitar que o pinga-pinga atinja os livros. Ainda sobre bibliotecas, o + Leitura traz uma reportagem sobre a recuperação das maiores bibliotecas estaduais no Rio e em Niterói.
O folhetim é produzido pela Leitores & Livros e impresso pela Ponto de Cultura Editora.