domingo, agosto 3
Assim começa o livro...
As calcinhas
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| Cazuza, de Viriato Corrêa |
Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que,
no ano seguinte, eu entraria para a escola.
Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que
não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas
de menina.
Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses
meninos prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem,. Não brincam e não
saltam,. Dando à gente a impressão de que já nasceram velhos.
Pelo contrário. Eu
era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal
e fazendo estripulias pela casa.
Dois motivos é que me deram vontade de estudar.
O primeiro deles – as calças. Desde que me entendi, tive a
preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de
menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque
eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque
usava calças.
Minha mãe prometia frequentemente:
- Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.
E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros.
O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma
escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola
era um lugar de alegria.
Eu conto a vocês.
Caminhamos para o fim?
“A internet permite encontrar o que se busca. Uma biblioteca permite descobrir livros desconhecidos. O sonho de um mundo sem bibliotecas é um pesadelo"
Avançamos até o fim das bibliotecas?
O anúncio da Amazon de um novo serviço para obter empréstimo
de livros eletrônicos de uma biblioteca virtual de 600 títulos - um Nexflit de
ebooks - motiva o destacado historiador francês Roger Chartier a uma vez mais a
falar sobre a revolução tecnológica que se vive nos suportes de leitura e de
seus efeitos, não todos benéficos, a seu modo. O desaparecimento das
bibliotecas de livros físicos , segundo ele seria "pesadelo".
sábado, agosto 2
Polêmica sobre Saint-Exupéry continua
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| Escritor pousa à frente de um P-52 com que voava durante a guerra |
“Se for abatido, não
lamentarei nada”, deixou escrito o escritor e piloto francês Antoine de
Saint-Exupéry no dia 30 de julho de 1944, um dia antes de que seu avião
desaparecesse no Mediterrâneo. Alimentava
com esse fatídico fim um mito em torno do qual continua a controvérsia. “Nunca
saberemos de verdade como morreu”, diz Delphine Lacroix, curadora da Fundação
Antoine de Saint-Exupéry e que questiona a versão oficial de que o escritor foi
abatido por um caça alemão.
A história foi reforçada em 2008, quando o piloto
alemão Horst Rippert se declarou responsável pelo tiro que abateu o avião de
Saint-Exupéry, o que parecia por fim à controvérsia. Mas Lacroix acredita que
poderia se tratar de “um simples fabulador” e que o acidente pode ter sido por
causas difíceis de determinar.
O mistério que envolve a sua morte não faz mais que
engrandecer a figura do aventureiro que, com motivo dos 70 anos de seu desaparecimento,
é objetivo de inúmeras homenagens.
O declínio do assassinato inglês
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| Ilustração Carlos C. Lainez |
"É uma tarde de domingo, de preferência antes da guerra. A esposa
já está dormindo na poltrona e as crianças foram fazer uma bela e linga
caminhada. Você põe seus pés sobre o sofá, arruma os óculos no nariz e abre o
News of the World. |O rosbife e o Yorkshire, ou porco assado e molho de mação,
seguido de pudim de sebo, arrematado por uma xícara de chá marrom-mogno, o
deixaram no estado de ânimo certo. Seu cachimbo solta uma fumaça doce, as
almofadas do sofá são macias, a lareira está bem acesa, o ar está quente e
parado. Nessas felizes circunstâncias, sobre o que você quer ler?"
George Orwell
sexta-feira, agosto 1
Cai venda em banca
O
Brasil tem hoje mais de 15 mil bancas e revistarias em 3 mil cidades, contra 3
mil livrarias em cerca de 600 municípios. Segundo a Associação Nacional de
Editores de Revistas, a venda de publicações em bancas caiu de 418 milhões de
exemplares em 2012 para 382 milhões em 2013.
Rio recebe 'Livros nas Praças'
Um ônibus recheado de livros vai desembarcar em dez pontos da cidade para estimular o hábito da leitura nos moradores do Rio de Janeiro. O projeto 'Livros nas Praças' já está rodando a cidade, e levará uma biblioteca itinerante, com acervo de 2 mil livros, para locais como o Jardim de Alah e para a Praça Argentina, em São Cristóvão. A cada dia o ônibus estará em um local diferente do Rio, ao qual retornará daí a duas semanas. Qualquer pessoa pode pegar um livro emprestado, é só levar documento de identidade e se cadastrar no ônibus azul do 'Livros nas Praças'. As atividades vão ocorrer de terça-feira a sábado até dezembro.
Os interessados vão poder pegar emprestados até dois livros, mediante cadastro no próprio local, e devolvê-los na própria biblioteca volante. Cerca de 80% do acervo é composto por obras de grandes autores brasileiros como Machado de Assis, Ana Maria Machado e Monteiro Lobato. Há também livros de autores estrangeiros e muitas opções de literatura infanto-juvenil. Leia mais
quinta-feira, julho 31
Família se desfaz de casa de Cheever
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| O escritor em sua casa de Cedar Lane |
Cheever, apelidado do "Tchecov dos subúrbios" por basear sua ficção no Upper East Side de Manhattan, escreveu, entre outros, "A crônica dos Wapshot", considerada sua melhor obra, e os contos de "O mundo das maçãs", que o tornaram um celebrado contista.
Cora Coralina
Reportagem produzida para a TV Integração
afiliada a Rede Record em Alto Araguaia (MT).
Anualmente, no
mês do aniversário da cidade, em julho, a capital de Goiás se transfere
provisioriamente para a Cidade de Goiás. Neste período a história de uma das
maiores poetizas do Brasil, Cora Coralina, se faz viva mais do que nunca aos
turistas.
quarta-feira, julho 30
Livros à beira mar
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| Uma feira de livro bem diferente ao som das ondas |
O Largo do Passeio Alegre, em Póvoa de Varzim, dará lugar
aos livros a partir de quinta-feira, quando será realizada a feira do livro
local. É lá que até ao dia 17 decorre a Feira do Livro, promovida pela Câmara
Municipal da Póvoa de Varzim.
Com o mote “A ler o mar” representa não só os milhares de
livros que vão estar disponíveis, mas também a excelente localização, à beira
do mar. O evento reúne inclusive estande com edições da região e de livros
usados. Póvoa de Varzim promove a terceira
maior Feira sempre o início do Verão e com o detalhe de ser promovida pela
Câmara local. do país, logo a seguir às feiras do livro de Lisboa e do
Porto.
Estudos para a paz
O desafio filosófico dos estudos para a paz é a reconstrução normativa das nossas competências para fazer as pazes. Pensando nisso, a Paulus lança “Ética, direito e política – A paz em Hobbes, Locke, Rousseau e Kant”, obra que, oportunamente, traz a temática da paz tal como concebida por esses filósofos contratualistas modernos. A obra, escrita por Paulo César Nodari, é dividida em seis capítulos. No primeiro, o autor analisa o raciocínio político de Hobbes, defendendo a tese de que o filósofo inglês é um incansável defensor da paz. A seguir, Nodari analisa Locke, que, segundo ele, é uma das referências notáveis e imprescindíveis a compreensão da arquitetônica política do mundo moderno.
Para tratar de Rousseau e sua contribuição para a paz, o autor fala sobre os questionamentos centrais que dominavam os debates políticos nos séculos XVII e XVIII: aumento de desigualdade entre seres humanos e o problema da legitimidade do absolutismo político. Ao analisar Kant, Nodari apresenta ao leitor o projeto kantiano da paz. Nele, Kant apresenta as três teses para a paz definitiva e trata da relação dos cidadãos com o Estado, da relação entre as nações e do direito dos cidadãos no mundo enquanto seres humanos.
Dividido em duas partes, o livro traz indicações teóricas para desencadear novas pesquisas, mas também sugestões práticas para empreender um caminho de consolidação da paz.
Para tratar de Rousseau e sua contribuição para a paz, o autor fala sobre os questionamentos centrais que dominavam os debates políticos nos séculos XVII e XVIII: aumento de desigualdade entre seres humanos e o problema da legitimidade do absolutismo político. Ao analisar Kant, Nodari apresenta ao leitor o projeto kantiano da paz. Nele, Kant apresenta as três teses para a paz definitiva e trata da relação dos cidadãos com o Estado, da relação entre as nações e do direito dos cidadãos no mundo enquanto seres humanos.
Dividido em duas partes, o livro traz indicações teóricas para desencadear novas pesquisas, mas também sugestões práticas para empreender um caminho de consolidação da paz.
terça-feira, julho 29
Os dias do Capitalismo no pós guerra
Em “Os Dias de Sol – A Trajetória do Capitalismo no Pós
Guerra” (FACAMP Editora), Frederico Mazzucchelli proporciona uma visão abrangente de um
período singular na evolução do capitalismo no século XX: os Anos Dourados, um período marcado pelo
crescimento econômico, pelo pleno emprego e pelo bem-estar social. Trata-se de
um momento no qual vigorou uma conjuntura histórica quase única, caracterizada
pela ação consciente das sociedades, que conseguiram disciplinar, impondo
limites, a atuação espontânea dos mecanismos de mercado, graças aos
bem-sucedidos consensos políticos alcançados após a derrota do nazismo. A
atualidade destas questões é indiscutível perante a recente crise econômica,
especialmente diante dos exemplos do pós-guerra. Elas indicam claramente que
não será com a desregulamentação cega, a austeridade impiedosa ou o desmonte do
Welfare State que a economia e as sociedades voltarão a se fortalecer. Assim biblioteca vai a todo canto
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| Projeto leva mais esperança aos necessitados |
Uma solução simples,
prática e inovadora para a carência de espaços para bibliotecas nas escolas
sul-africanas é literalmente encaixotar tudo. Assim faz o projeto de
bibliotecas do Mandela Day, que reutiliza contêiners de navios para fornecer
estruturas quase instantâneas para escolas primárias que mais precisam. A
primeira unidade foi inaugurada em 2011 na Escola Primária Tsakane, em East
Rand , na província de Gauteng, e desde então mais 40 foram abertas, atendendo
escolas em áreas rurais e urbanas e auxiliando mais de 30 mil alunos.
A inovação está na
simplicidade da intervenção, seu custo-benefício, e sua escalabilidade.
Contêiners navais adaptados custam muito menos que estruturas de alvenaria,
podem ser deslocados caso não sejam mais utilizados, e não requerem licitações
ou planejamento de planta.
As bibliotecas promovem a cultura da leitura e endereçam a necessidade de acesso igual aos recursos da educação
Mandela Day Foundation
Os beneficiados incluem não só crianças, que usam as bibliotecas para melhorar seu alfabetizado, compreensão, e conhecimento, como também professores e, indiretamente, pais e familiares. Há um treinamento especializado para os bibliotecários designados a comandar as bibliotecas - em muitos casos, essas pessoas são voluntárias da comunidade - trazendo assim capacidade para as escolas assim como um contexto local para as comunidades e a criação de um ambiente que serve a comunidade como um todo.
segunda-feira, julho 28
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