A chuva, outra vez sobre as oliveiras. Não sei por que voltou esta tarde se minha mãe já se foi embora, já não vem à varanda para a ver cair, já não levanta os olhos da costura para perguntar: Ouves? Oiço, mãe, é outra vez a chuva, a chuva sobre o teu rosto. Eugénio de Andrade
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